No final de janeiro, o Lab deu uma oficina de mapas dentro do HackDF, hackatona promovida pelo governo da Cidade do México. O objetivo da oficina foi mostrar para um público formado por jornalistas, economistas, programadores e interessados, como preparar, construir e publicar um mapa na web, utilizando ferramentas como QGIS, Mapbox, CartoDB e o JEO, esta última uma plataforma WordPress de publicação de mapas desenvolvida pelo Lab.

Construindo um mapa

A oficina começou com uma análise dos dados disponibilizados pela organização do HackDF. A base escolhida foi a de centros de saúde, que conta com as posições geográficas de diferentes tipo de estabelecimentos existentes na Cidade do México. Com o QGIS, transformamos esta base, que está em formato CSV, em um arquivo shapefile (SHP). Para a confecção do primeiro mapa da oficina utilizamos o TileMill, ferramenta da Mapbox.

A partir de aí se mostrou um pouco das funcionalidades desta ferramentas, e como estilizar um mapa utilizando o CartoCSS, linguagem similar ao CSS  e permite definir representações visuais de elementos do mapa com base em suas propriedades. A base de dados continha o campo com o tipo de centro de saúde, que podia ser um hospital, centro de atenção, unidade médica, clínica, entre outros. Após a elaboração, os participantes subiram seus mapas em formato MBTiles ao Mapbox. Quando o arquivo de mapa ficou pronto para a visualização, cada participante criou uma instancia de testes no JEO community, um gerador de sub-sites em WordPress que oferece este tema. Os participantes criaram suas instâncias, e o resultado foi este.

É um mapa simples, considerando o potencial das ferramentas utilizadas, mas possibilitou a todos conhecer conceitos básicos de criação um mapa na web e realizar seus próprios projetos.

Mapeando comida de rua

O HackDF ainda contou com uma oficina de urbanismo, ministrada pelo arquiteto e chef espanhol Daniel Fernández Pascual. Na sua oficina, os participantes reuniram dados sobre a alimentação em postos de ruas e ambulantes, no bairro onde aconteceu a hackatona. Seguindo o mesmo processo utilizado na oficina de cartografia, os participantes prepararam os dados e criaram uma visualização no CartoDB, cujo resultado pode ser visto aqui.

A hackatona

As oficinas ocorreram em paralelo a uma hackatona, competição de programação que contou com mais de 300 participantes. Esta foi provavelmente a maior hackatona já realizada na América Latina e teve resultados interessantes. Os projetos ganhadores abordaram temas como segurança pública, eficiência administrativa, alimentação e saúde. Conheça os ganhadores:

1o. lugar: Ayoui

Fácil em Nahuatl, idioma dos Astecas, é uma aplicação que simplifica o processo burocrático, fornecendo informações detalhadas sobre os procedimentos na Cidade do México, assim como guia passo a passo com as recomendações de outros usuários.

2o. lugar: Adiuvo

Uma aplicação para procurar pessoas desaparecidas e para impedir sequestros, por meio de relatórios de cidadãos e colaboração social.

3o. lugar: ¡Vive tu Mercado!

Uma aplicação para apoiar os pequenos comerciantes do mais de 300 mercados na Cidade do México, para promovendo a concorrência sustentável entre os mercados tradicionais e supermercados.

4o. lugar: SaludCDMX

Uma plataforma interativa para explorar e analisar dados sobre os hospitais públicos e de saúde na Cidade do México.

A hackatona foi uma muito bem sucedida ao divulgar a importancia da abertura governamental por meio de APIs e dados abertos, e também por abrir um canal para que programadores, ativistas, designers, jornalistas e qualquer cidadão interessado pode ajudar a melhorar a sua cidades por meio de inovações tecnológicas e análises de dados governamentais.

Veja aqui o video dos 4 apps vencedores do HackDF

O Laboratório para la Ciudad, organizador do evento, promete dar seguimento ao que foi desenvolvido pelas equipes ganhadoras, e espera-se que em breve as ferramentas estejam disponíveis para melhorar a qualidade de vida na cidade.